Referência PaddockIntel
Glossário de Economia da F1
Os termos regulatórios e financeiros por trás de cada contrato, teto e pagamento na Fórmula 1 — definidos uma vez, citados com fontes reais.
Regulamentações
Acordo da Concórdia (Concorde Agreement)O Concorde Agreement é o contrato privado entre a FIA, a Formula One Management e todas as equipes competidoras que define como a F1 realmente funciona: como a receita de TV e comercial é dividida, a obrigação de cada equipe de disputar todas as corridas, e os termos de entrada para novas construtoras. O teto de gastos e a taxa de entrada existem dentro dele. O acordo atual cobre o período de 2026 a 2030.Taxa Antidiluição (Anti-Dilution Fee)A taxa antidiluição é o que uma equipe nova paga ao grid existente para entrar na F1 — compensação por diminuir a fatia de todo mundo no fundo compartilhado de premiação. O Concorde Agreement de 2021 fixou o piso em US$ 200 milhões; a Cadillac pagou US$ 450 milhões, divididos entre as dez equipes existentes, para garantir sua entrada em 2026.Teto de Gastos (Cost Cap)O teto de gastos da F1 é um limite anual rígido para o gasto em desempenho do carro — US$ 215 milhões para 2026 — criado para impedir que as equipes mais ricas simplesmente gastem mais que o resto. Cobre design, desenvolvimento e operações de corrida, mas exclui salários de pilotos, marketing e os três funcionários mais bem pagos de cada equipe — limita o gasto em desempenho, não a receita total da equipe.
Receita
Premiação (Prize Money)A F1 distribui cerca de US$ 1,6 bilhão por ano entre as equipes — cerca de 45% de sua receita operacional total — quase inteiramente com base na posição no campeonato de construtores, não em resultados de corridas individuais. Diferente da maioria dos esportes, não existe um pagamento separado por vencer um Grande Prêmio; a tabela de pontos da temporada inteira determina a fatia de cada equipe uma única vez, no fim do ano.Taxa de Sede (Hosting Fee)A taxa de sede é o que um circuito ou promotor de corrida paga à Formula One Management todo ano pelo direito de ter um Grande Prêmio no calendário — tipicamente US$ 15-55 milhões anuais, devidos independentemente do público, do clima ou de quão boa tenha sido a corrida. É a receita mais previsível da F1 e representou cerca de 29% da receita total do esporte em 2024.