Assinado pela primeira vez em 1981 para encerrar uma guerra de governança entre o antecessor da FIA (FISA) e a Formula One Constructors' Association, o Concorde Agreement é a constituição da F1 — o nome vem dos antigos escritórios da FIA em Paris, na Place de la Concorde, onde foi negociado pela primeira vez.
Não é público. Ao contrário dos Regulamentos Esportivo e Técnico da FIA, os termos comerciais exatos do Concorde Agreement são confidenciais entre as partes signatárias — a maior parte do que se sabe publicamente vem de vazamentos, declarações de equipes, ou números que a FIA decide publicar (como o valor do teto de gastos).
O que ele realmente define:
- Divisão de receita — como a receita de TV, taxas de sede e patrocínio da F1 é dividida entre o detentor dos direitos comerciais e as dez (agora onze) equipes.
- Obrigação de participação — uma equipe signatária não pode simplesmente pular uma corrida do calendário.
- Termos de entrada para novas equipes — o mecanismo da taxa antidiluição que uma nova construtora como a Cadillac teve que pagar é um termo do Concorde Agreement, não uma regra separada da FIA.
- Estrutura de governança — direitos de voto sobre mudanças de regulamento entre FIA, FOM e equipes.
Todo Concorde Agreement tem uma data de expiração, por isso "se o próximo vai ser assinado" periodicamente vira uma incerteza financeira real para equipes tomando decisões de investimento de vários anos — o ciclo atual vai de 2026 a 2030.