Cada equipe do grid ganha uma parte da premiação da F1 com base na posição no campeonato de construtores. Adicionar uma décima primeira equipe faz com que esse mesmo fundo seja dividido em onze partes em vez de dez — a fatia de cada equipe existente diminui, mesmo que o desempenho em pista delas não mude em nada.
A taxa antidiluição existe para compensar exatamente isso. Não é uma multa, não é uma taxa de licenciamento para a FIA, e não vai para a Formula One Management — é paga diretamente às dez equipes existentes, dividida segundo uma fórmula definida pelo Concorde Agreement.
O valor em si é negociado, não fixado por regulamento. O Concorde Agreement de 2021 fixou um piso de US$ 200 milhões. Quando a Cadillac (apoiada pela General Motors) buscou entrada para 2026, as equipes existentes inicialmente pediram valores de até US$ 600 milhões antes de se chegar a um acordo de US$ 450 milhões antes do GP da Austrália de 2025 — mais do dobro do piso original, refletindo o quanto o valor comercial da F1 cresceu desde 2021.
Esse é um mecanismo diferente do teto de gastos: o teto de gastos limita o gasto anual contínuo, enquanto a taxa antidiluição é um pagamento único para poder entrar.